domingo, 30 de julho de 2017

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Nós, a comida e o instagram

quarta-feira, julho 26, 2017 12 Comments

As redes sociais podem ser bastante viciantes. Quando damos por nós já postamos tudo sobre nós e revelamos alguns segredos que talvez não quiséssemos revelar.
O instagram é uma das redes sociais mais usadas no que diz respeito à partilha de fotografias. Partilhamos tudo, desde selfies sorridentes a pratos de comida saborosos. A questão que se coloca quando ponderamos acerca do que partilhamos numa rede social como o instagram é “de que forma isso molda a imagem e a relação que temos com nós mesmos?”. A verdade é que, nas redes sociais, todos parecemos felizes. Todos temos a vida perfeita, comemos os melhores petiscos e visitamos os melhores lugares. Mas não será que por trás de cada fotografia existe um coração partido à procura de algo que o motive a continuar a bater? E no que diz respeito à comida, não será que a forma como construímos a relação instagram-comida pode ser prejudicial para a nossa saúde?
A verdade é que um prato bonito resulta sempre numa boa foto. Mas a situação agrava-se quando a prioridade deixa de ser a comida e o que satisfaz o nosso corpo e passa a ser o prato ideal para a foto do instagram. Infelizmente, nem toda a gente consegue controlar o vício por esta (e tantas outras) rede social e há quem chegue mesmo a perder-se de uma forma quase assustadora. Assim, o instagram acaba por tornar-se um meio capaz de influenciar a nossa alimentação e, consequentemente, a nossa saúde. Importam as fotos bonitas, os pratos mais saborosos e o número de likes que estes vão alcançar. E assim se esquecem as calorias, os açúcares, as proteínas e o quão prejudiciais se tornam para a nossa saúde. É como se estas pessoas se esquecessem delas mesmas em prol do que é mais benéfico para o “melhor instagram”.
Desta forma, é visível que não é fácil combater um vício. E um vício prejudicial à nossa saúde não é só o tabaco ou o álcool. Uma coisa tão simples como uma rede social pode causar graves danos no nosso corpo se não soubermos utilizá-la da melhor forma. E, pensando em tudo isto, a questão que fica no ar é “será justo condicionarmos aquilo que queremos ser em prol daquilo que uma rede social quer que sejamos?”

Publicado em Repórter Sombra

terça-feira, 25 de julho de 2017

Realizações de 2017 #5: Rádio Radical

terça-feira, julho 25, 2017 10 Comments


O curso de Jornalismo e Comunicação trouxe-me a paixão pela rádio. Até ao meu último ano, não sabia muito bem o que queria fazer. Depois experimentei a rádio e tive a certeza que é isto que quero para o fim da minha vida. 
Assim que terminei a Licenciatura prometi a mim mesma lutar até ao fim, mesmo sabendo que será difícil. Este é o meu primeiro passo. A partir de dia 31, eu e a minha colega, Sofia Rodrigues, vamos apresentar o novo programa da Rádio Radical: Lunch Break. Eu vou estar convosco às quartas e quintas, das 13h às 15h. Estou super, super entusiasmada e espero contar convosco para ouvirem a Rádio Radical.  


segunda-feira, 24 de julho de 2017

Coimbra, recebes-me outra vez?

segunda-feira, julho 24, 2017 4 Comments
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Este mês, licenciei-me em Jornalismo e Comunicação, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, como vocês sabem. Foram três anos incríveis e nunca vou esquecer o sentimento de gratidão que tenho por esta cidade.
No entanto, e durante este último ano, a minha cabeça encheu-se de dúvidas. Terminar uma licenciatura é um sentimento incrível, mas fica sempre aquele "e agora?" a rondar-nos os pensamentos. No segundo semestre, isso tornou-se mais evidente. "E agora? O que vou fazer quando isto terminar?". Tinha muitas hipóteses a pulsar em mim: "posso parar um ano e fazer aquele curso de teatro que tanto queria", "calma, se calhar podia já fazer o mestrado porque se parar um ano posso não querer regressar" ou "bem, talvez fique por Coimbra a fazer qualquer coisa na área e depois logo se vê". As hipóteses foram muitas, as dúvidas também. Depois de muito pensar, o meu melhor amigo deu-me o melhor conselho que podia ter dado "para de ouvir opiniões, foca-te naquilo que o teu coração quer. Segue o teu coração e o que tiver de ser, será".
Pois bem, na semana passada segui o meu coração. Escolhi Coimbra por mais dois anos. Candidatei-me ao Mestrado em Jornalismo e Comunicação na minha querida FLUC e, nem por um momento, pensei em voltar atrás. Coimbra já me recebeu uma vez de braços abertos e agora é rezar para que me queira uma segunda vez.
Não sei se vou ou não conseguir. Mas vou lutar para voltar a pisar aquele chão, olhar para aquelas paredes e aprender com aqueles professores. Nunca saberei descrever o quão bom é estudar em Coimbra. Nunca saberei agradecer os ensinamentos, os sonhos e as conquistas. Mas de uma coisa tenho a certeza: Coimbra vai ser sempre a cidade onde o meu coração está. Por isso, Coimbra, recebes-me outra vez? <3



Lutem sempre pelos vossos sonhos!


sexta-feira, 21 de julho de 2017

Leave Out All The Rest

sexta-feira, julho 21, 2017 6 Comments
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Podia dar um título a este post que anunciasse ou estivesse relacionado com a morte do Chester. No entanto, acho que a morte não é uma coisa obrigatória. Nem todos temos de encarar a morte de alguma forma e, pessoalmente, eu acredito que há pessoas que nunca morrem. Prefiro dizer que o Chester partiu para um destino diferente do nosso, sem dor ou momentos de agonia do que dizer que ele morreu. Porque no meu coração, ele vai estar sempre vivo. 
Por isso, decidi dar nome a este post usando a música que sempre foi a minha âncora. Sempre me soube tão bem ouvir a voz do Chester nos meus ouvidos enquanto cantava a Leave Out All The Rest. Ri, chorei, gritei, senti dor, senti liberdade, senti salvação. E tudo isto ao som desta música. Infelizmente, atualmente não acompanhava os Linkin Park tanto quanto gostaria. No entanto, tenho bem presente na minha memória o quanto foram -e o Chester em particular- cruciais na minha adolescência. Foram a minha âncora na fase mais complicada da minha vida (sim, adolescência, ainda bem que ficaste para trás) e o mais engraçado é que o Chester me ajudou a superar coisas que ele não conseguiu suportar. E continua a orgulhar-me. Porque, para mim, ser forte não é lutar sempre sem desistir. É saber o preciso momento em que desistir é o melhor para nós. Suicídio não é um ato de fraqueza, é um ato de coragem. Afinal, viver é a coisa mais alucinante que fazemos. Ninguém nos pergunta se queremos nascer. Nascemos e pronto. E, por isso, que tenhamos sempre a liberdade de decidir quando queremos morrer. O Chester não me deixou morrer há uns anos atrás. Infelizmente, não tenho o poder de fazer o mesmo por ele, mas tenho o poder de aceitar a decisão que, certamente, terá sido a melhor para si.
Que encontres a tua paz e que sejas eterno nos corações daqueles que te admiravam, Chester. Continuas a viver, no matter what! <3


quinta-feira, 20 de julho de 2017

Diogo Garcia: «É um mundo difícil, mas não tenho dúvidas que cresci muito com o passar dos tempos, e que é isto que quero fazer ao longo da vida.»

quinta-feira, julho 20, 2017 5 Comments
Aos quinze anos, conquistou o The Voice Kids ao consagrar-se vencedor do programa. Hoje, com dezassete anos, continua a lutar pelo sonho da música. Após o lançamento do seu disco de estreia, O Que Eu Sou, Diogo Garcia mostra-nos, exatamente, aquilo que é nesta entrevista.




Olá, Diogo! Lançaste recentemente o teu álbum de estreia. As pessoas ainda te reconhecem como o Diogo Garcia que venceu o The Voice Kids ou já te conhecem como o Diogo Garcia artista que tem o seu primeiro álbum?
Penso que nem de uma, nem de outra coisa. As pessoas, com o passar do tempo, habituaram-se muito às duas músicas que fizeram parta da banda sonora de "Massa Fresca" e de "Santa Bárbara". Logicamente, há pessoas que me conhecem por ter vencido o programa e por ter um álbum no mercado, mas a maioria conhece-me pelas duas músicas que fizeram parte das telenovelas.

Quando entraste no The Voice Kids, qual era o teu principal objetivo?
O meu principal objetivo era conseguir chegar o mais longe possível e evoluir com os profissionais que lá estavam presentes. Criar amizades e, acima de tudo, divertir-me.

Sentes que esse objetivo se foi cumprindo mesmo antes de teres sido consagrado o vencedor do programa?
Sem dúvida. Aliás, muito do que aprendi com a minha mentora, Daniela Mercury, foi posto em prática no dia da final e, felizmente, toda essa aprendizagem e trabalho da Daniela teve o seu preço.

Anteriormente, já tinhas vencido o Festival Funchal a Cantar. De que forma isso te ajudou a “ganhar estofo” para, mais tarde, concorreres ao programa da RTP?
Penso que não foi só esse concurso, mas todos os outros nos quais participei ao longo da minha vida na música. Comecei a cantar aos 8 anos, e ao longo desses anos, aprendi imenso em concertos e concursos, e até mesmo num coro, do qual eu fazia parte.

E o teu irmão também foi uma espécie de inspiração para lutares por este sonho?
O meu irmão é a razão de eu ter entrado neste mundo. O Pedro já andava na música há algum tempo e o "bichinho" foi sempre aumentando ao longo dos tempos. Cantava na escola, em casa, em todo o lado! E como todos sabemos, a música tem algo que nos contagia, e isso chegou a mim, e também já chegou ao mano mais novo.

Ainda manténs contacto com a Daniela Mercury?
Mantemos o contacto, mas não falamos diariamente. A Daniela tem a sua carreira artística, uma carreira que exige muito a um cantor de nível mundial, mas tenho a certeza que sempre poderei contar com a minha mentora.

O que guardas de mais especial desta experiência?
Sem dúvida que o que ficou de mais especial foram as amizades, os fortes laços que construímos uns com os outros. Ainda hoje, falamos muitas vezes num grupo secreto que temos, criado com o intuito de nunca perdermos a ligação com todos. Penso que é isto que os programas também nos dão. Sem ser só uma enorme experiência, dão-nos também muitas maneiras de nos divertirmos, e ensina-nos a entrar num concurso que não seja só competição, rivalidades ou outras coisas do género. Somos uma família e apoiamo-nos todos uns aos outros.


Voltando ao teu primeiro álbum, o single “Sinto-me Livre Contigo” teve bastante sucesso. Na tua opinião, o que é que ele tem que cativa tanto as pessoas?
É verdade. No single penso que o segredo está na batida forte, e nas guitarras que dão uma dimensão crescente ao longo de toda a música. É um single que foi feito mesmo com o intuito de passar uma forte energia para quem a ouvisse, para passar musicalidade e alegria.

E como é que as pessoas têm reagido a este teu trabalho?
As pessoas têm reagido muito bem. Na altura em que saiu receberam-no com enorme euforia. À medida que o tempo foi passando, as coisas foram acalmando. Mas ainda hoje, quando a canto em qualquer lado, incluindo no Continente, eu noto que as pessoas sabem as letras, que as pessoas conhecem a música. É muito gratificante saber que sendo da Madeira, há pessoas em diversos distritos de Portugal Continental a gostarem do meu trabalho.

Estás orgulhoso do percurso que tens feito até aqui?
Claramente. Penso que vencer um concurso televisivo, ser o primeiro classificado de 9.000 concorrentes que passaram pelo The Voice é simplesmente um sonho. Já ter gravado um álbum com quinze anos, e estar a preparar um segundo com dezassete anos é muito, mas mesmo muito bom. É um mundo difícil, mas não tenho dúvidas que cresci muito com o passar dos tempos, e que é isto que quero fazer ao longo da vida.

O que é que ainda te falta fazer?
Falta fazer praticamente tudo. Vejo esta caminhada como uma longa escadaria. Olhando para trás, vejo que já subi um bocado, mas que ainda é o início. Olhando para a frente, vejo que ainda há imenso trabalho a fazer, crescer como pessoa e como cantor, evoluir e, quem sabe um dia, ajudar quem mais necessita, dar esperança a quem também quer subir uma longa escadaria como esta, mostrar que tudo vale a pena, com esforço e dedicação. 

Se houvesse uma frase em que pudesses mostrar o que é que tu és e o que te faz sentir livre, que frase seria?
"Não desista só porque está difícil, as melhores coisas levam tempo, outras o tempo leva".



Terminada esta entrevista, só me resta agradecer ao Diogo por ter aceitado o meu convite e, acima de tudo, por ter partilhado connosco uma parte da sua história.






domingo, 16 de julho de 2017

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Mais de 200!

quinta-feira, julho 13, 2017 20 Comments
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Olá, internautas! Hoje, trago-vos mais uma boa notícia: ultrapassamos os 200 seguidores aqui no blog! Começo a não ter palavras para vos agradecer o quão temos crescido ultimamente.
Se bem se lembram, quando criei o canal no youtube prometi que a cada 100 seguidores faria um novo vídeo de perguntas e respostas. Como tal, e como atingimos a marca dos 200, vou fazer o próximo vídeo em breve.
Assim sendo, deixem nos comentários as perguntas que gostariam de ver respondidas por mim. Podem perguntar o que quiserem não só sobre o blog mas pessoalmente também, afinal, o intuito é conhecerem-me melhor. Têm até ao final desta semana para o fazer. Força, Diamonds <3

Deixem as vossas questões :)



terça-feira, 11 de julho de 2017

Somos 400!

terça-feira, julho 11, 2017 14 Comments
Olá, Diamonds!
Hoje, chego aqui com uma excelente notícia. O blog atingiu os 400 likes na página do facebook! Estou muito contente porque, a verdade é que, ultimamente tenho andado mais desaparecida. Mas nem isso vos parou e não caibo em mim de felicidade por ver este projeto a crescer de dia para dia. 
Tinha de partilhar isto convosco porque o blog não sou eu, somos nós. Mil obrigadas! 
Se ainda não gostaram da página, façam-no aqui em baixo para ficarem a par de todas as novidades. Ajudem-me a crescer :)

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segunda-feira, 10 de julho de 2017

A performance em LaChapelle

segunda-feira, julho 10, 2017 6 Comments

David LaChapelle é um fotógrafo estadunidense bastante conhecido pelas suas imagens irreverentes. Maquilhagem forte, olhar pornográfico, cabelos embebidos em laca e personagens a simular prazer são algumas das caraterísticas presentes nos seus trabalhos fotográficos.
A verdade é que LaChapelle é conhecido pelo hiper-realismo estético que nos apresenta e, sobretudo, pela sua forma preocupada em transmitir mensagens sociais. Um bom exemplo disso é uma fotografia onde podemos ver uma gigante lata de coca-cola a “atropelar” um carro na estrada. Por outro lado, temos os inúmeros trabalhos editoriais que este artista realizou para revistas como a Vogue, GQ ou Rolling Stone. Todos estes trabalhos são esteticamente irreverentes e atrevidos. Atrevo-me mesmo a dizer que David usa o sarcasmo como forma de nos abrir os olhos para a realidade social.
Para além destas caraterísticas que, por si só, já nos captam à atenção pela forma como se apresentam ao nosso olhar, foram muitas as celebridades que fizeram parte das criações de LaChapelle. Nomes como Madonna, Tupac, David Beckham, Paris Hilton ou Leonardo DiCaprio, estiveram presentes em muitas das fotografias deste fotógrafo. A performance fez sempre parte de cada uma das fotografias através das poses, do olhar e dos próprios adereços utilizados. Numa das fotografias podemos ver Tupac deitado numa banheira, onde a única coisa que tapa a sua nudez é o ouro. Ora, esta é uma prova bastante clara da forma como somos incitados a interpretar aquilo que vemos.
David LaChapelle é, assim, um dos fotógrafos mais marcantes da nossa história. O seu olhar crítico sobre a realidade e a performance que coloca em cada um dos seus trabalhos garantem-lhe um lugar de destaque no universo artístico.

Publicado em Repórter Sombra

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Realizações de 2017 #4: Licenciada em Jornalismo e Comunicação!

sexta-feira, julho 07, 2017 6 Comments


Há 3 anos, vi-me embarcar numa nova aventura. Sentia um misto de medo com entusiasmo. Nunca tinha pensado em estudar em Coimbra, mas no primeiro dia em que me vi naquela cidade senti-me em casa. Tive a certeza que era ali que queria estar. 

Apesar das semanas terríveis em que me sentia completamente sozinha e com saudades de casa, fui-me apaixonando a cada novo dia. E a verdade é que chegar ao último ano fez-me perceber que quando nos dizem "vão ser os melhores anos da tua vida", não é tão cliché quanto eu pensava. Isto porque Coimbra e o curso de Jornalismo fizeram de mim a pessoa que sou hoje. Não é fácil estares longe de casa, numa cidade onde não conheces ninguém e a lutar por um sonho sem teres um abraço amigo por perto. E essa experiência fez-me crescer tanto que cada vez tenho mais a certeza que cheguei à faculdade uma criança e saí de lá uma mulher. 
Em Coimbra, perdi medos e inseguranças. Conheci pessoas completamente diferentes de mim e que me mostraram que há muito mais para além daquilo que conhecemos. Aprendi que pensar mais em mim é a melhor forma de ajudar os outros. Que ainda existem amores verdadeiros e que as vitórias não valem nada se não tivermos um ombro amigo com quem as partilhar. Aprendi que amo mais Jornalismo do que pensava quando tantas vezes, a meio da semana, queria desistir por sentir-me completamente confusa. E tudo isto só foi possível porque tive as pessoas certas do meu lado. 
São muitos aqueles a quem tenho de agradecer, porque a verdade é que foram eles que me deram força nos dias mais cinzentos desta licenciatura. Ao meu pai, por acreditar sempre em mim e sentir-se orgulhoso pelo mais simples ato meu. À minha mãe, por me receber sempre de braços abertos. Ao meu irmão, por me incentivar sempre a lutar pelos meus sonhos. À minha avó por ser a mulher da minha vida. À Joana, à Sofia, à Cláudia e à Catarina por terem sido o meu porto de abrigo e os meus maiores amores. A essas, levo-as para a vida. À Matilde e à Madalena por me mostrarem uma ligação única na minha vida. Começaram por ser afilhadas e tornaram-se as amigas que vão estar sempre comigo, em qualquer parte do planeta. À minha melhor amiga, por acompanhar cada nova etapa e estar presente em todos os momentos da minha vida. Ao Cristiano, por ser a melhor pessoa que podia ter conhecido e que acredita que eu sou capaz mesmo quando eu já não acredito. À Diana, por ser a amiga de todas as horas e por estar lá, mesmo quando tantas vezes lhe falhei por estar a lutar por este sonho. À Mariana e à Poly, por serem as amigas do secundário que continuam aqui, como se continuassemos a ser aquelas meninas que passavam os intervalos a conversar sobre cenas variadas. À Joana Maia, por me ter mostrado que ainda existem pessoas bondosas e genuinamente puras neste mundo. À Liliana e à Maria Inês, por me terem ensinado que é possível revermo-nos e identificarmo-nos com alguém no primeiro segundo. E ao Emanuel, por ter sido o melhor irmão que Coimbra me podia ter oferecido.
Em Coimbra, vivi, chorei, ri, enfrentei os meus medos, lutei por mim e, acima de tudo, conheci-me. Eu não me conhecia até embarcar nesta aventura. No entanto, a coisa mais importante que levo daqui é aquilo que mais me agrada na vida: o conhecimento. E não poderia deixar de agradecer a todos aqueles que me ensinaram tanto e me permitiram chegar até aqui. A todos os Professores, quer de Jornalismo e Comunicação quer de Estudos Artísticos, que me ensinaram que a busca pelo conhecimento nunca deve ter um fim. Especialmente, ao Professor Sílvio Santos, pela paciência infinita e por me ter ajudado a descobrir a importância enorme que a rádio tem na minha vida. Ao Professor Carlos Costa, por me ter ensinado que é possível unir as Artes e o Jornalismo, não deixando qualquer sonho de parte. E, claro, à Professora Conceição Pires, por continuar aqui desde o ensino secundário e por lutar por mim e pelo meu futuro sempre. 
Hoje, sou Licenciada em Jornalismo e Comunicação pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Hoje, realizei um dos meus sonhos. Hoje, sou completamente feliz. E, de hoje em diante, só posso prometer o que prometi no primeiro dia em que cheguei à cidade do meu coração: continuar a amar o azul escuro e apaixonar-me todos os dias por esta profissão. Obrigada! 

segunda-feira, 3 de julho de 2017

«One Last Goodbye» a Pretty Little Liars

segunda-feira, julho 03, 2017 14 Comments


Quanto a vocês não sei, mas eu sou viciada em séries. Adoro tanto que quando uma termina é como se um bocadinho de mim fosse embora também.
Na semana passada, vi terminar uma das séries que fez crescer este vício em mim. Viciei-me completamente em Pretty Little Liars e na amizade destas raparigas. Como é óbvio, não vou dar qualquer spoiler sobre o final da série, até porque acredito que nem toda a gente tenha tido a coragem para ver ainda. A questão é que, quando uma série que acompanhamos termina, começamos todos a discutir sobre se o final foi realmente bom ou não. Honestamente, esperava um fim mais "forte" e que me prendesse mais. Esperava um "A.D" mais surpreendente e fiquei um bocadinho desiludida nesse aspeto. No entanto, vi cenas tão bem conseguidas e tão fortes do ponto de vista representativo que compensaram tudo o resto. 
Durante anos, a Alison, a Aria, a Hanna, a Emily e a Spencer entraram em minha casa através da tela do meu computador. Com elas, aprendi várias lições, mas penso que a mais importante de todas foi que tudo se supera quando a amizade é forte. Eu sempre acreditei que nós somos capazes de tudo se formos corajosos o suficiente para lutar independentemente das consequências. O importante é nunca deixarmos o medo vencer. No entanto, com estas cinco raparigas, aprendi que sozinhos somos capazes de tudo, mas com a força da amizade alcançamos o impossível. Os mil e um sucessos não valem de nada se não tivermos com que os partilhar. As lágrimas tornam-se muito mais amargas se não tivermos quem as seque. E os dias são bem mais tristes se não sentirmos que temos alguém que nos admira e nos quer ver feliz. E durante anos, eu vi esta amizade resistir às mais incríveis reviravoltas. O amor, o desamor, a traição, a morte, os erros, os castigos, o perigo... Nada disto quebrou aquilo que as unia. E é incrível perceber o efeito que um sentimento tão verdadeiro pode ter na vida de cada um de nós. Nós nem sempre temos essa noção e é por isso que eu adoro séries. Porque elas conseguem mostrar-nos exatamente aquilo que nem sempre conseguimos ver no nosso dia a dia.
Posto isto, e esquecendo o episódio final, as Liars vão deixar muitas saudades. Desta aventura, fica o olhar ternurento a Alison a olhar para a Emily. Fica a saudade da relação única da Hanna com o Caleb. A saudade do olhar apaixonado do Ezra de cada vez que olhava a Aria. Fica a memória da beleza única da Emily e da coragem e maturidade da Spencer. Acima de tudo, fica a saudade das tardes passadas no sofá a tentar desvendar cada mistério e cada pista que a série me punha à frente. Foram momentos fortes, muitas vezes de levar às lágrimas. E um trabalho extremamente bem conseguido por parte dos atores que, sinceramente, não podiam ter sido melhores. 


Quem daí também acompanhava esta série? :)
O que acharam do final?

domingo, 2 de julho de 2017

Até logo, Diamond!

Obrigada pela visita!
Volta Sempre :)