quarta-feira, 28 de junho de 2017

Juntos por Todos

quarta-feira, junho 28, 2017 6 Comments


Como todos já sabem, ontem realizou-se o Concerto Solidário em homenagem às vítimas do incêndio em Pedrógão Grande. Não, não vou falar do Salvador Sobral quando o que importa aqui é, nada mais nada menos, do que o Concerto Solidário. 
Juntos, os portugueses conseguiram angariar mais de um milhão de euros. Sinceramente, não me surpreendeu. Eu sou aquela que acredita que quando muitas pessoas se juntam com um objetivo comum, coisas boas podem acontecer, Foi este o caso. Às vezes só é preciso fazer. E nós fizemos. Todos Juntos. Não há nada mais poderoso que a união. E nada melhor do que celebrar essa união com música. Acredito que a música pode não resolver tudo, mas ajuda sempre. Existe quem recorra a ela como refúgio. Outros procuram-na para conseguir respostas. Há milhares de motivos que nos fazem amar a música, mas penso que o maior deles todos é mesmo a união que ela traz consigo. E ontem foi mais uma prova disso.
Gostei bastante da iniciativa e de ver os nossos artistas a lutar por um objetivo comum. No entanto, acho que é importante destacar aquilo que a Luísa Sobral referiu -e tão bem- antes da sua atuação. Foram centenas de pessoas a trabalhar sem dormir durante dias. Talvez fosse mais merecido discutir esse comentário da Luísa. Talvez fosse mais importante valorizarmos aqueles que estão por trás das câmeras e de todo o cenário porque, infelizmente, esquecemo-nos muitas vezes deles.
Daqui para a frente, espero que possamos continuar todos juntos. Mas, desta vez, por um motivo feliz. 




segunda-feira, 26 de junho de 2017

«Canário», Rodrigo Guedes de Carvalho

segunda-feira, junho 26, 2017 14 Comments


Há uns meses, iniciei a leitura do livro Canário, de Rodrigo Guedes de Carvalho. Só agora a consegui terminar e decidi partilhá-la com vocês. 
Sempre admirei o Rodrigo enquanto profissional. Aliás, ele é, em parte, um dos motivos para este desejo de ser jornalista ter nascido em mim. Portanto, já conhecia o seu talento enquanto jornalista e já via nele um dos seres humanos mais admiráveis do País. Mas ainda não conhecia o seu lado de escritor. Sempre tive a curiosidade de ler algo escrito por ele, mas nunca me tinha aventurado. No entanto, há uns meses atrás decidi fazê-lo. E só vos posso dizer que não me arrependi. 
A verdade é que Canário é, para mim, o ponto de partida para mais leituras destas. Adorei o livro e adorei, acima de tudo, a forma como o Rodrigo consegue dizer as coisas de forma fria, sem deixar escapar nada: seja bom ou mau. 
O livro cruza três histórias sendo que, na minha opinião, o objetivo é retratar o que é viver em família. De um lado, um homem que está preso por matar o namorado da mãe. Do outro, um escritor que trai a mulher e acaba por descobrir que o preso é, afinal, o seu filho. E, por fim, um casal cujo casamento termina pelo facto de o seu filho ser autista. O Rodrigo vai relacionando estas histórias de uma forma absolutamente incrível e eu adoro isso nele. 


No que diz respeito à linguagem, penso que nem sempre é fácil perceber aquilo que o escritor quer, realmente, escrever. O Rodrigo não usa a pontuação "corretamente", ou seja, não existem hifens para definir os diálogos. São raros os pontos finais e, geralmente, as frases são corridas apenas com a presença de vírgulas. Ou seja, o trabalho de ler e interpretar tem de ser nosso. Somos nós quem temos de desvendar cada frase, cada vírgula e cada parágrafo. Principalmente quando aparece a personagem de Geraldo (o preso). Ele é o canário da história e, por isso, a escrita define logo quais os capítulos que lhe estão relacionados e nós encontramos a explicação para isso dentro do livro, basta estarmos atentos. 


Por fim, para além do escritor, a outra coisa que me chamou à atenção neste livro foi o título. O título e a imagem de capa deixaram-me bastante curiosa quanto ao que estaria dentro daquele livro. E depois de perceber que havia um depoimento de alguém numa prisão na primeira pessoa fiquei ainda mais curiosa. "Será que vai falar de tudo o que se passa na prisão?", "Será que trata mais um amor impossível?", muitas perguntas colocaram-se na minha cabeça. Agora, estão todas respondidas e, sinceramente, adorei o desfecho do livro. Não pensei que terminasse daquela forma e adoro finais que me surpreendem.
Posto isto, acho que já perceberam que o Rodrigo Guedes de Carvalho foi a minha companhia nos últimos meses e mal posso esperar para ler um próximo livro dele.



E vocês, o que andam a ler?
Já tinham ouvido falar deste livro?




domingo, 25 de junho de 2017

sábado, 24 de junho de 2017

Lutar contra a obesidade

sábado, junho 24, 2017 12 Comments

A obesidade é uma condição médica na qual se verifica acumulação de tecido adiposo em excesso. Desta forma, a obesidade aumenta a probabilidade da ocorrência de várias doenças.
A verdade é que a obesidade é a doença dos tempos modernos. Há cada vez mais jovens obesos. São muitas as suas causas, como por exemplo, os maus hábitos alimentares, o sedentarismo e disfunções endócrinas. A questão que se coloca prende-se com “como acabar com a obesidade numa sociedade onde esta doença é cada vez mais presente?”. A resposta é tudo menos simples. É bastante difícil acabar com uma doença tão comum e que afeta tanta gente. No entanto, como ponto de partida, seria importante reduzir o número de pessoas obesas. Para tal, acho importante consciencializar as pessoas para a extrema importância de praticar exercício físico e de fazer uma alimentação equilibrada. As refeições pouco variadas, um estilo de vida sedentário e o excesso de alimentos ricos em gordura e açúcares só aumentam o risco de pessoas obesas. Sendo assim, um excelente ponto de partida para reduzir o número de vítimas desta doença é promover um estilo de vida saudável longe de gorduras, açúcares e refrigerantes.
Por outro lado, penso que o fator mais importante para amenizar esta doença é mostrar às pessoas que o fundamental é conhecerem o seu próprio corpo. Todos temos organismos diferentes, logo, o nosso corpo reage de forma diferente a determinada situação. Se desde cedo nos habituarmos a lidar com o nosso corpo e a perceber de que é que ele, de facto, precisa, é meio caminho andado para vivermos de forma mais saudável. O essencial é entendermos o nosso corpo e saber contrariá-lo quando ele nos pede algo que nós sabemos que nos vai prejudicar.
Posto isto, penso que a obesidade é uma doença que não vai ver um fim, pelo menos por agora. No entanto, é possível reduzir a quantidade de pessoas obesas. Mas sempre com a consciência de que apesar de ser um trabalho coletivo, cabe a cada um de nós cuidar do nosso corpo e aprender a lidar com ele. Afinal, ninguém conhece melhor o nosso organismo do que nós mesmos, não é?


Publicado em Repórter Sombra.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Tragédia em Pedrógão Grande

segunda-feira, junho 19, 2017 10 Comments


Quando era pequena, achava que tinha imenso medo de morrer. Depois cresci e percebi que, na verdade, a morte nunca me assustou. O que assustava e ainda assusta é a morte dos outros. Perder os que amo e ver quem perde os que ama. Para mim, não há nada pior do que sentir a dor de ver partir alguém. 
Em Pedrógão Grande, perderam-se vidas. Umas, ainda mal tinha começado, Outras, deviam ter mais tempo. E o sofrimento estampado na cara das pessoas remeteu-me para quando eu era pequena e adormecia a chorar com medo de não ter os meus pais ao meu lado no dia seguinte. Felizmente, as pessoas que amo continuam aqui. Mas, talvez fruto da vida adulta, fui-me esquecendo disso com o tempo. A vida corre e nós achamos que somos imortais e que o abraço apertado dos nossos pais vai estar aqui sempre. E é quando acontecem coisas destas que nos lembramos que não. Tudo acaba. As pessoas partem e só fica a saudade. Perder alguém é sempre doloroso. O pior sentimento do mundo. Mas perder alguém nestas circunstâncias é simplesmente horrível. Injusto, completamente injusto. Nestas alturas não há mais nada a não ser um coração apertado e olhos húmidos. Porque todos sentimos um bocadinho a dor daqueles que perderam. Porque, no fundo, todos nós perdemos. 
Não sou muito apologista da frase "hoje és tu, amanhã posso ser eu". Não acho que devamos ajudar com o sentimento de que um dia podemos ser nós a precisar. Prefiro defender que temos o dever de ajudar simplesmente por existirmos. Porque o que acontece aos outros não deve nunca deixar-nos indiferentes. A vida humana é a maior dádiva de todas e, por isso mesmo, devemos lutar sempre uns pelos outros para que todos possamos levar um bocadinho de amor ao coração do outro. Infelizmente, não podemos trazer de volta aqueles que foram levados pelo calor das chamas, mas podemos confortar, nem que seja por um bocadinho, o coração dos que ficaram. Lembro-me de, um dia, estar a ver um filme que mostrava um coração negro, a dor levou todo o vermelho. Como por magia, ao mais pequeno ato de amor, o coração foi voltando a recuperar a cor, a pouco e pouco. Bem, todos dizemos que a vida não é como nos filmes mas a verdade é que às vezes é. Há coisas horríveis que também acontecem na vida real e coisas boas que se concretizam também. E eu acredito que todos juntos somos capazes de devolver a cor a um coração manchado pela dor. 
Por isso, e com o coração apertado, vos peço que ajudem. Ajudem os bombeiros, ajudem todas aquelas pessoas. Há imensas partilhas nas redes sociais com informações sobre o que todos podemos fazer para ajudar. Nunca pensem que é pouco, porque o pouco é muito nestas ocasiões. Chegou a altura de usarmos o poder da internet e das redes sociais para uma causa realmente importante e que merece chegar ao máximo de pessoas possível. 
A todas as famílias e bombeiros envolvidos nesta enorme tragédia: FORÇA e CORAGEM! Os super heróis não são aqueles que admiramos nos filmes, são vocês.



domingo, 18 de junho de 2017

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Penedo da Saudade (Coimbra)

sexta-feira, junho 16, 2017 10 Comments
Coimbra é, definitivamente, a minha casa. Ontem, tirei o dia para ir matar saudades e levei a minha família comigo. Fomos ao Penedo da Saudade e divertimo-nos imenso! Em três anos de Licenciatura, ainda só lá tinha ido uma vez (o que não se admite). Mas ir com a família tem sempre outro sabor e sentimento.







O Penedo da Cidade é um parque e miradouro da cidade de Coimbra. Construído em 1849, neste espaço podemos encontrar uma vegetação diversificada e inúmeras placas comemorativas de eventos ligados à vida académica e poesias de alunos. Aconselho-vos vivamente a visitar a "sala dos cursos" e a "sala dos poetas". Têm, sem dúvida, um encanto especial!







Já sabem, se forem a Coimbra aproveitem e visitem este lugar. É das coisas mais bonitas de sempre :)



terça-feira, 13 de junho de 2017

O amor não requer sacrifício

terça-feira, junho 13, 2017 6 Comments

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Não me considerava um ser humano. Talvez porque um ser humano tem sentimentos e eu tinha-me esquecido dos meus. Depois descobri-te. E descobrir-te fez-me descobrir-me.
Não me lembro de um único dia em que tenha pensado só em mim. Sempre pus os outros em primeiro lugar. Achava eu que isso é a maior prova de amor que podemos dar àqueles que nos são queridos: pô-los sempre em primeiro lugar e estarmos lá com um sorriso mesmo quando o nosso mundo está prestes a desabar. Mas, como em qualquer conto de fadas, aparece sempre algo ou alguém que nos vira de cabeça para baixo e nos faz mudar completamente a perspetiva que temos do mundo. Essa é a vantagem de convivermos com pessoas diferentes de nós. Elas dão-nos uma visão diferente e fazem-nos refletir sobre aspetos sobre os quais nunca tínhamos sequer pensado.
Apareceste do nada. Não sei bem de onde nem sei bem como. Não sei porque raio tinhas de cruzar o meu caminho. Ou eu tinha de cruzar o teu. No meio de tantas possibilidades, fui logo tropeçar em ti. E o pior é que gostei. Porque foi graças a ti que iniciei um processo de descoberta de mim mesma. É incrível como a pessoa certa no sítio certo pode mudar a nossa vida. Deste-me a força que eu precisava para ser tudo aquilo que eu sempre quis ser mas que nunca consegui. Acho que sempre precisei de um empurrão de alguém que fosse especial e que me conseguisse trazer de volta à vida. E, bolas, tu conseguiste. Não sei que poder tens, mas conseguiste! Mudaste-me de uma forma tão absurda que dou por mim a não me reconhecer. Talvez porque nunca me tenha conhecido realmente e isso só esteja a acontecer agora. Só agora comecei, realmente, a pensar em mim. E é uma sensação tão boa!
Amar os outros não implica anularmo-nos em função deles. Achava eu que sim. Ao contrário do que muitos dizem, o amor não requer sacrifício. A partir do momento em que eu sinta que estou a fazer um sacrifício, então talvez já não seja amor. Amor é liberdade. Liberdade de sermos um com o outro e não um em função do outro. E liberdade é sermos, de vez em quando, egoístas. E tu ensinaste-me a ser egoísta. A olhar para mim e para aquilo que me faz bem. A entender-me. A ouvir-me. A dar-me a mim mesma quando tudo o que eu fazia era dar-me aos outros. E no meio de tanta dor por não estares aqui, eu não podia estar mais feliz. Porque sinto que aos poucos eu sou eu mesma, mesmo que todo este processo doa mais do que devia.
A vida é boa quando temos alguém que nos aceita como somos. Mas é espetacular quando alguém chega de fininho e nos empurra para o desconhecido a fim de nos tornar alguém melhor. E hoje, eu não sei se sou uma pessoa melhor ou pior que ontem. Mas de uma coisa tenho a certeza: sou, sem dúvida, uma pessoa mais forte e completa do que algum dia fui. Pudesse eu dizer-te tudo isto. Tenho a certeza que um dia vou dizer-te isto. Não me desses tu a força necessária para ser corajosa, sem saberes que é para ti que preciso de maior coragem.

domingo, 11 de junho de 2017

sábado, 10 de junho de 2017

Bruna Guerreiro: «Falta-me conseguir consolidar a minha carreira e que pessoas de todo mundo conheçam o meu nome e o meu trabalho.»

sábado, junho 10, 2017 3 Comments
Nasceu em Setúbal e começou a cantar aos 5 anos. Desde então, e até à data presente, já ganhou oito concursos infantojuvenis da canção por todo o país.
Em 2012, gravou o seu primeiro CD que contou com a colaboração de Luís Jardim. E, no mesmo ano, foi-lhe atribuído o Prémio Jovem Talento pelas mãos da Presidente da Câmara Municipal de Setúbal.
O seu gosto pela música em geral começou cedo, mas só em 2013 teve a sua primeira experiência com o Fado, chegando a ser acompanhada por alguns músicos de Amália Rodrigues. Em 2014, é a vez do The Voice Kids. O programa da RTP que afirma ser “das melhores recordações da minha vida”, permitiu-lhe chegar à final e trabalhar com a mentora, Daniela Mercury.

Bruna Guerreiro é a entrevistada de hoje. 



Festival Pequena Estrela, Festival Chafariz de Ouro, Concurso Nacional Lisboa e o Fado, entre outros... Como te sentes sendo tão jovem e tendo já conquistado tantos prémios?
Sinto-me muito orgulhosa por já ter ganho inúmeros prémios, é uma forma de reconhecimento do meu trabalho e talento.

Venceste cerca de oito festivais. Houve algum que tivesse um sabor especial para ti?
Todos são importantes porque todos marcam a minha vida e sei que são memórias que eu nunca vou esquecer, vão estar guardadas no meu coração. Mas, talvez os que tiveram um sabor especial, sejam o Festival da Pequena Estrela, em Gouveia, porque tive a oportunidade de cantar com uma orquestra ao vivo e o Festival Crystal Star, na Roménia, porque conheci uma nova cultura e crianças de vários países .

Quando gravaste o teu primeiro CD tiveste a oportunidade de trabalhar com o Luís Jardim. Como foi essa experiência?
Trabalhar com o senhor Luís Jardim foi um enorme prazer. Ele é um senhor magnífico e muito exigente. Foi muito bom ter trabalhado com ele, aprendi bastante.



E a experiência de seres acompanhada por alguns dos músicos de Amália Rodrigues?
Foi uma experiência incrível que eu não consigo descrever. É um sonho tornado realidade e é um orgulho puder dizer que cantei acompanhada pelos músicos da Diva Amália Rodrigues.

Só em 2013 tiveste a tua primeira experiência no Fado. Descobriste este gosto mais tarde ou ele sempre esteve dentro de ti mas só mais tarde o puseste em prática?
Eu acho que o Fado sempre esteve dentro de mim, eu adoro cantar fado.

Como foi chegar à final do The Voice Kids Portugal?
Chegar à final do The Voice Kids foi um novo desafio que eu adorei mesmo muito. Neste programa, eu aprendi muito, como a interação com as câmaras. Fiz novas amizades, trabalhei com a minha grande mentora e amiga, Daniela Mercury, mas o mais importante é que me diverti. Os bastidores eram super animados, chegávamos cedo e saíamos de lá muito tarde, mas mesmo assim tínhamos energia suficiente para repetir a mesmo rotina no dia seguinte. O The Voice é das melhores recordações da minha vida.

Que conselhos te deu a Daniela Mercury que guardas até hoje?
Os conselhos que a minha mentora me deu e que eu guardo até hoje são a interação com o público e nunca desistir dos meus sonhos e do que me faz feliz.

O que é que te falta conquistar para teres o mundo a teus pés?
Falta-me conseguir consolidar a minha carreira e que pessoas de todo mundo conheçam o meu nome e o meu trabalho.



Terminada esta entrevista, resta-me agradecer à Bruna por toda a sua disponibilidade e atenção. 


quinta-feira, 8 de junho de 2017

A Cultura e os Jovens

quinta-feira, junho 08, 2017 6 Comments
Sou apaixonada por tudo o que é Cultura desde pequena. A Cultura é das coisas mais bonitas que existem no mundo. No entanto, tenho-me apercebido de que cada vez há menos jovens a apreciá-la.
A verdade é que a geração mais jovem vai cada vez menos ao teatro ou a museus. Isto porque os filmes substituíram o teatro e é cada vez mais fácil aceder a tudo através da internet e das redes sociais. E isto faz com que os jovens não se esforcem para apreciar a Arte. É muito mais cómodo ficar em casa a ver um filme ou em frente a um computador do que ir a um museu. É muito mais fácil estar deitado no sofá a ver séries do que gastar dinheiro para ir assistir uma peça de teatro. Na verdade, penso que isto só acontece porque a maior parte dos jovens já não sabe apreciar uma boa peça de teatro, porque nem sequer perde tempo a tentar encontrar a beleza disso. As tecnologias, a internet e todas as rede sociais que emergiram nos últimos tempos roubam-lhes toda a atenção. E fazem-no ao ponto de eles não verem fora da caixa. Deste ponto de vista, como vamos levar os mais jovens a teatros ou a museus?
A resposta não é assim tão simples. Mas o importante é não desistir. É importante trazer a Cultura e a Arte de volta ao dia a dia da juventude. Penso que as instituições poderiam começar por apelar à geração mais adulta para que estes tomassem a iniciativa de levar os seus filhos ao teatro mais frequentemente. E, quem sabe, entrar em contacto com escolas e apelar a visitas de estudo em contexto de aulas para o público juvenil se “habituar” a visitar esses sítios.

Penso que o ponto de partida para levar a geração mais jovem a teatros ou a museus por vontade própria é apelar, em primeiro lugar, à geração mais adulta. A forma como ensinamos a geração posterior à nossa a lidar com a vida e com o ambiente que a rodeia é a coisa mais importante. E uma geração que incentive a visitar lugares históricos e culturais pode cultivar o gosto de continuar a visitar esses mesmo locais por parte da geração seguinte.




Publicado em Repórter Sombra.




domingo, 4 de junho de 2017

sábado, 27 de maio de 2017

A mesma língua falada de formas diferentes

sábado, maio 27, 2017 5 Comments
Uns são do Norte, outros do Sul. Os fonemas variam mas a nacionalidade é a mesma. Português. Todos falamos a mesma língua, mas não da mesma maneira. O sotaque está presente na nossa nacionalidade e é, muitas vezes, confundido com incorreção.
Sotaque é uma forma particular do locutor pronunciar determinados fonemas num idioma. Assim, este é uma variante própria de uma região, etnia, sexo ou indivíduo e carateriza-se por alterações na entoação das palavras. Mas quantos sotaques existem, afinal? É difícil de definir um determinado número de sotaques. A língua portuguesa possui uma grande variedade de dialetos que vão desde a gramática à própria pronúncia. O sotaque açoriano é um dos mais conhecidos. E isto deve-se, em parte, ao seu isolamento que faz com que seja rico em vocabulário totalmente novo.
Para além do sotaque dos Açores, a diferença de pronúncias é bastante visível dentro de Portugal Continental. No Norte dizem “aloquete”, e no Sul “cadeado”. Depois há os sítios onde se usam ambos os termos, já que eles se expandem ao longo do mapa. Nenhum termo é incorreto, assim como nenhuma pronúncia. São marcas de linguagem que caraterizam determinada região e que, por esse motivo, não devem ser encaradas como erros. Erros gramaticais e sotaques são coisas diferentes. Determinado sotaque em nada altera o bom português.
Assim, é perfeitamente natural que no Norte se fale de uma forma, e no Sul de outra. A posição geográfica é um fator que influencia bastante a pronúncia de determinadas palavras e a existência de termos tão conhecidos para uns e completamente desconhecidos para outros. E não há mal nenhum nisso. A variedade de dialetos existentes em Portugal só contribuem para tornar a nossa língua mais rica e interessante.




Publicado em Repórter Sombra.


domingo, 21 de maio de 2017

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Somos Benfica e Somos Tetra!

quinta-feira, maio 18, 2017 5 Comments
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O coração acelera. Estamos quase a chegar aos 90 minutos. Os cachecóis estão preparados. As bandeiras também. O coração acelera cada vez mais. O corpo treme e os dentes cerram-se na ânsia de poder gritar "SOMOS CAMPEÕES"! 
E ouve-se o apito. O estádio vibra em conjunto. De um lado grita-se "somos tetra!", do outro pula-se como forma de libertar a tensão contida pelo jogo decisivo. Uns choram. Outros riem. Uns cantam, Outros dançam. Mas todos estão juntos numa coisa: no amor. Na paixão que nutrem por um símbolo. O vermelho invade as ruas num espetáculo visual único e abrasador. Canta-se à vitória, bebe-se à alegria e celebra-se ao orgulho. O orgulho que se sente por um clube. O orgulho que nos move. O orgulho que não se explica.
Amar é muito mais que celebrar vitórias. Amar é apoiar nas derrotas, é dizer "correu mal mas amo-te na mesma", é estar ali em todos os momentos desde o primeiro dia. Amar é união. E se a união faz a força então nós estamos aqui. Estamos aqui para ti, meu Benfica. No tri, no tetra e, se tu deixares, no penta. E estamos aqui porque te amamos. Porque és nosso. Porque só nós percebemos o quão importante és para nós. O teu símbolo que carregamos com tanto amor no nosso peito, o teu estádio que nos recebe sempre de braços abertos e as alegrias que nos dás que são tantas que nos enchem o coração. Tu és nosso e nós somos teus. 
Obrigada, Benfica! Sou mais feliz desde que te amo e mais realizada desde que te conheço. Hoje és tetra. Amanhã, poderás ser penta, quem sabe. Isso não é certo, nada é certo. Mas há uma certeza que trago sempre comigo: nunca caminharás sozinho. Assim como sei que a tua chama nunca nos falhará. 

terça-feira, 16 de maio de 2017

O Salvador de Portugal

terça-feira, maio 16, 2017 6 Comments
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Subestimaram-te, Salvador. O problema da sociedade é esse, sabes? Avaliam pelas roupas, pelos gestos, pelo que "parece" e não pelo que é.
Mas tu ganhaste. E ganhaste tão bem! E ganhaste porque soubeste amar. Não só pelos dois, mas por nós todos. E a tua vitória soube melhor que mel. Não só porque foi a primeira vez que ganhamos um Festival da Eurovisão, mas porque ganhou a diferença. Ganhou a simplicidade, a beleza, a graciosidade e o sentimento. Ai, o sentimento... Essa palavra tão forte, que toda a gente usa e que poucos sabem, realmente, o que é. 
Obrigada, Salvador! Mostraste aquilo que todos precisavam de ver: que não é aquilo que pensamos ver que importa. Não há uma regra para se ser vencedor. Simplesmente, não há regras, de todo. Não importam os estereótipos, não importa o que está ou não está na moda, não importa nada. O que realmente importa é sermos nós mesmos e pormos muito amor no pouco que fazemos. E tu pões tanto amor naquilo que fazes! E isso é o melhor exemplo que pode ser dado! É possível vencer, sim. É possível vencer mesmo quando te dizem que és estranho, que não tens postura ou que nunca vais conseguir. Tudo é possível quando avançamos sem medos. Tudo é possível se soubermos ir contra os preconceitos e o negativismo dos outros. E podemos vencer. Basta querermos. Basta sermos nós próprios e manter essa fidelidade. 
Obrigada, Salvador! Graças a ti, ganhou a verdade. Porque nunca ninguém foi tão verdadeiro em cima de um palco como tu. E que o teu exemplo sirva para tantos outros sentirem orgulho em si mesmos e naquilo que são. Porque nada nós poderá fazer conquistar mais vitórias do que sermos nós mesmos e amarmos o que fazemos. Mais orgulhosa do que ver Portugal conquistar a Eurovisão, só mesmo o orgulho que sinto em dizer que o Salvador Sobral é português. 



domingo, 14 de maio de 2017

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Parabéns, pai!

sexta-feira, maio 12, 2017 5 Comments


Parabéns àquele que está sempre lá independentemente de tudo. Parabéns àquele que nunca desiste de mim e de incentivar a perseguir os meus sonhos. Parabéns ao homem mais generoso e fantástico do planeta Terra. Ele é o meu pai e hoje completa 56 anos. Parabéns, pai! Que sejas sempre feliz e que eu esteja sempre ao teu lado para te amar incondicionalmente. 

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Liberdade para respeitar os outros

quinta-feira, maio 11, 2017 1 Comments


Somos livres. E não há nada melhor do que a liberdade, é verdade. Todos nós discutimos e defendemos a liberdade de expressão mas não paramos para pensar no que essa liberdade acarreta realmente. E o ódio é uma dessas coisas.
Se somos livres de dizermos o que quisermos, temos de aprender também a ouvir. Afinal, o outro usufrui do mesmo tipo de liberdade que nós. E se somos livres, somos livres para tudo. Mesmo que isso implique odiar. O ódio existe e, por vezes, é-nos difícil lidar com ele. É difícil ouvir aquilo que não queremos, aceitar aquilo com que não concordamos e enfrentar aqueles que teimam em odiar alguma coisa que nós amamos. Mas a verdade é que a liberdade é isso mesmo. Ela não acarreta só coisas positivas. Também traz consigo determinados aspetos negativos e com as quais somos obrigados a aprender a lidar. Afinal, todo o ser humano é livre de dizer o que quer, pensar o que quer e fazer o que quer.
A questão que se coloca é que até a liberdade tem um limite. E mesmo nós sendo livres de fazermos o que quisermos, temos de ter a consciência que a nossa liberdade vai até onde começa a do outro. E, desta forma, é quase imperativo que respeitemos aqueles que nos rodeiam. Podemos dizer e fazer o que queremos, mas tendo sempre a noção de que há outras pessoas à nossa volta e que não podemos nunca interferir com a liberdade delas. E não, isso não significa que o ódio deixe de existir. Aliás, acho que é um dos sentimentos mais difíceis de extinguir. Mas se temos de odiar, odiemos. Odiemos livremente mas sem magoar os outros. Odiemos para nós. Odiemos para dentro. Gritemos que odiamos no cume mais alto da montanha. Mas façamos um esforço para respeitar aquilo que, lá no fundo, odiamos.

Somos livres? Somos! E que bom é ser livre. Todos temos sentimentos negativos dentro de nós? Claro! Faz parte da vida. Mas cabe-nos a nós usar a nossa liberdade da forma mais correta possível e gerir sentimentos negativos como o ódio é das coisas mais complicadas. E é por isso que eu acho que só nos sentimos realmente livres, no verdadeiro sentido da palavra, quando conseguimos ser mais fortes que o ódio que sentimos. E somos mais felizes. E somos pessoas melhores.


Publicado em Repórter Sombra.

domingo, 30 de abril de 2017

Música da Semana #79

domingo, abril 30, 2017 8 Comments

Há músicas que nunca se tornam velhas. Há músicas que nos marcam para sempre. Há músicas que ao serem recordadas, nos tocam como se fosse a primeira vez que as ouvimos. Esta é uma delas. Um videoclip forte e que não sai da cabeça. E não preciso de mais palavras, Porque toda a música fala por si. Porque todos nós precisamos de ser puxados de volta para a vida de vez em quando.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Opinião: «Daddy's home»

terça-feira, abril 25, 2017 7 Comments
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Daddy's Home ou Pai Há Só Um é uma comédia dirigida por Sean Anders, com Will Ferrell, Linda Cardellini e Mark Wahlberg nos papéis principais.

Neste filme começamos por ver a história de vida de um padrasto que anseia por ver os filhos da sua mulher, Sarah, tratá-lo como pai. Tudo parece difícil mas chega o dia em que, finalmente, as crianças começam a confiar em Brad e a partilhar os seus segredos com ele. Mas, quando tudo está a começar a endireitar-se, o pai biológico das crianças regressa à cidade para uma visita prolongada.
Apesar de ter sido um pai ausente, Dusty está disposto a reconquistar os seus filhos e, acima de tudo, o seu lugar naquela família, fazendo tudo o que pode para ver Brad ficar para trás. Inicia-se, então, uma espécie de "luta" entre ambos, sendo que cada um tenta mostrar que é melhor pai que o outro.
Para mim, o melhor do filme é, sem dúvida, a relação entre o Brad e o Dusty. Para além de ser o centro de todo o filme, a forma como ambos competem e ao mesmo tempo conseguem dar-se bem em determinados momentos está muito bem conseguida. Em termos de género, como comédia deixou um pouco a desejar. Tem determinados momentos que encarei de forma divertida e que me fizeram rir, sim. Mas, na maior parte do tempo, a comédia estava parada, o que acredito que tenha aborrecido alguns observadores. No entanto, não posso deixar de destacar aquelas que, para mim, são as melhores partes do filme: quando ambos se unem em prol do melhor para as crianças e os diálogos do Brad com o patrão. Aliás, o patrão acaba por ser, na minha opinião, a personagem mais cómica do filme mesmo que o seu papel não seja tão presente.
Cada etapa do filme remete-nos para um pensamento de que a guerra deles acabou, mas acaba sempre por surgir um novo conflito que acaba por dar uma certa continuidade ao filme,
Assim sendo, acho o filme bastante importante, Falha no objetivo de ser engraçado, mas compensa na boa história que transmite e no sentimento que nos transmite. E, nesse sentido, é inegável que estamos perante uma boa história e, acima de tudo, uma boa exibição do Will e do Mark.


Quem daí já viu o filme? :)

domingo, 23 de abril de 2017

domingo, 16 de abril de 2017

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Realizações de 2017 #3: O dia em que conheci o Diogo

quinta-feira, abril 13, 2017 4 Comments


Conhecer o Diogo foi um dos objetivos a que me propus neste novo ano. A oportunidade surgiu mais cedo do que esperava e, no passado dia 4 de abril, consegui finalmente abraçar o artista português que mais admiro.
Não me desiludi. Muito pelo contrário. Foi mil vezes melhor do que estava à espera. Não fosse o Diogo a pessoa mais disponível à face da terra, sempre pronto a dar-te um abraço ou uma palavra mais confortante. É incrível perceber que há pessoas que, para além de artistas, são pessoas. Não é assim tão comum quanto isso. E a humildade que o Diogo nunca deixa escapar é o motivo pelo qual eu o admiro tanto.
Acredito que há pessoas que com o seu talento conseguem, de facto, mudar as nossas vidas. E o Diogo é um desses casos. No fundo, vejo nele uma forma de continuar a acreditar que os nossos sonhos podem realizar-se se trabalharmos e nos mantivermos fiéis a nós próprios. E o facto de ele fazer de nós, pessoas que o seguem, uma família é ainda mais motivador. É sentir que por mais longe que ele esteja, ele está sempre aqui seja com um sorriso ou com um simples "obrigado por tudo".
E essa é outra caraterística que me faz gostar tanto do Diogo: a gratidão. Ele não se esquece de nós e faz questão de nos agradecer por estarmos lá. Ele retribui o amor que cada um de nós tem para lhe dar e não se esquece nunca da sensibilidade, do afeto e do agradecimento. Quando cheguei, recebeu-me com um "obrigado por teres vindo" e quando fui embora despediu-se com um "obrigado por tudo". E isto marca mais do que qualquer fotografia ou qualquer bem material. Isto faz sentir que cada esforço valeu a pena e foi valorizado. Estava há espera deste momento desde o início da carreira do Diogo. Pensei que ele nunca ia chegar e quando chegou não estava em mim. E o Diogo, com a sua forma de ser completamente impressionante, conseguiu fazer-me sentir em casa. Como se o conhecesse há anos e como se eu fosse, de facto, da sua família.
E este dia vai ficar para a História. E o Diogo faz parte da minha História. E não há ser humano mais humilde nesta vida.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Opinião: «Doctor Strange»

terça-feira, abril 11, 2017 6 Comments
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Doctor Strange é um filme americano dirigido por Scott Derrickson, com Benedict Cumberbatch no papel principal.



Em «Doctor Strange», Stephen Strange sofre um acidente de carro que acaba com a sua carreira. Decide, então, procurar ajuda, e ao ver que a medicina não pode fazer muito mais por ele, decide ir aprender artes misticas com uma Anciã.
Não podia estar mais satisfeita com este filme. Adorei o facto de a Marvel ter decidido arriscar-se em personagens menos famosos e este é um deles. O vilão não é assim tão vilão e, a meu ver, isso constitui uma espécie de falha no filme porque esperava um Stephen ainda mais duro. No entanto, a personagem torna-se excelente em todas as cenas de ação. Por sua vez, a Anciã tem a postura certa para a personagem que desempenha. Alguém seguro de si, ameaçadora e sempre com uma presença forte. Sinceramente, penso que estas duas personagens são as que mais se destacam exatamente pela forma como são caraterizadas e pela postura linear que assumem ao longo de todo o filme.
No entanto, confesso que o que mais me chamou à atenção no filme foram os efeitos visuais. Os ambientes claros, a magia que lhe foi introduzida e os efeitos 3D remetem-nos para um universo excelente onde parece que nos movimentamos com os próprios personagens. Atrevo-me mesmo a dizer que o filme vale mais pelas suas cenas de magia do que por outra coisa qualquer. 
Posto isto, recomendo vivamente este filme e fico a rezar para que aí venha um Doctor Strange 2.

Quem daí já viu este filme?



domingo, 9 de abril de 2017

segunda-feira, 27 de março de 2017

Dia Mundial do Teatro

segunda-feira, março 27, 2017 6 Comments
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Todos nós amamos alguma coisa desde pequeninos. Eu amo isto. E amo com todas as forças que existem dentro de mim.
Não me lembro exatamente da forma como este amor começou, talvez porque era muito pequena. Mas lembro-me de me fechar no quarto a representar as minhas próprias peças, porque tinha vergonha de que me vissem a fazê-lo. E lembro-me porque é impossível esquecer aquele sentimento. Acho que se só o pudesse descrever numa palavra seria liberdade. Porque não há nada que me faça sentir mais livre do que o teatro. Seja num palco, na rua ou simplesmente no chão do meu quarto... O que importa é eu estar ali, a fazer aquilo que mais gosto e que melhor me faz ao corpo e à alma. 
O Teatro é sermos mil e uma coisas. É termos mil e um sentimentos. É darmos tudo e acharmos que não demos o suficiente. É entregarmo-nos de corpo e alma (literalmente). E, para isso, é preciso paixão. E é essa paixão que me move há, sensivelmente, 6 anos. 
Não há sentimento mais indescritível do que este. Não há amor mais forte do que este. Se há sentimento que eu sei que vai ser eterno, é aquele que nutro por esta Arte que, para mim, é a mais incrível de todas. 


Feliz Dia Mundial do Teatro!

domingo, 19 de março de 2017

sexta-feira, 17 de março de 2017

RTP aposta em séries portuguesas

sexta-feira, março 17, 2017 2 Comments


Recentemente, a RTP encontrou uma nova forma de dar outra voz à produção cultural portuguesa: através de séries.
Muitas das séries apresentadas pela RTP ao público vieram substituir as novelas, criando uma certa diversidade cultural. Os géneros distintos têm o intuito de diversificar a oferta apresentada pela televisão portuguesa, de forma a captar mais eficazmente a atenção do espetador. A prova disso é que tanto podemos encontrar séries mais dramáticas, como séries mais cómicas. Ou séries mais voltadas para o lado político e outras para o nosso lado mais psicológico.
Na minha opinião, o facto de a RTP ter inserido este tipo de conteúdos na sua programação é bastante positivo, na medida em que promove de forma mais ampla a cultura portuguesa. Já há algum tempo que vemos séries na televisão portuguesa mas, por norma, as séries estrangeiras aparecem em maior número. E, dessa forma, o facto de um canal ter optado por produzir séries portuguesas, com atores portugueses e de renome, dá outro encanto à nossa cultura. A verdade é que a televisão tem um grande impacto na vida das pessoas, daí os conteúdos que ela transmite serem bastante importantes. E se há conteúdos que cada vez são mais procurados quer pelo público mais jovem quer pelo público mais adulto, são as séries. Nesse sentido, penso que a RTP apostou bastante bem na medida em que é benéfico para ambas as partes: o público e a própria estação. Já para não falar que tem um relevo importantíssimo para a cultura do país já que aposta naquilo que é nacional.
Assim sendo, a “ficção para todos os gostos” que nos é apresentada pela RTP pode e deve ser encarada como uma forma de promover a cultura portuguesa e de a expandir ao máximo, mostrando que Portugal não produz apenas boas novelas, também domina outros campos.

Publicado em Repórter Sombra

terça-feira, 14 de março de 2017

Final de «The Vampire Diaries»

terça-feira, março 14, 2017 4 Comments


8 anos depois, assisti ao fim de uma das séries que mais companhia me fez ao longo destes anos. Durante quase uma década fiz parte da percentagem de pessoas apaixonadas pelos irmãos Salvatore.
Esta série foi a primeira. Foi aquela que despertou o meu vício para outras séries. Comecei por me apaixonar pela história dos irmãos Salvatore e depois seguiu-se o sobrenatural, a magia, aquilo que me transportava para um mundo fora da realidade. Durante 8 anos, tive um escape. E foi tão bom poder desligar-me do mundo e deixar-me embalar num mundo completamente paralelo ao meu oferecido por um elenco tão fantástico!
Como tudo tem um fim e o que é bom acaba depressa, no passado sábado, Mystic Falls, entrou no ecrã do meu computador pela última vez. E o final não desiludiu. Os lenços de papel gastos foram muitos e os suspiros tristonhos também. Mas, no fundo, foi um sentimento de realização incrível. Afinal, 8 anos é muita coisa e é como se até eu já fizesse um bocadinho parte da história. Foi um final doloroso e que vai deixar saudades, mas que não consigo deixar de considerar o fim de uma etapa. E o fim de uma etapa significa memórias. E é tão bom guardarmos boas memórias de coisas que ao longo da nossa vida nos fizeram sonhar!
Desta série vou guardar, certamente, as melhores memórias possíveis. Do Damon, vou guardar o seu jeito único de arrancar suspiros. A forma fria como arrancava corações. O sarcasmo constante nas suas afirmações e a forma crua como tentava sempre esconder o coração sensível que, lá no fundo, tinha. Do Stefan, levo a sensibilidade, o romantismo e o heroísmo. Porque, para mim, não há maior herói do que ele. Da Caroline, vou recordar o sorriso sempre constante. Seja por estar feliz, seja depois de uma lágrima. Da Elena, levo as memórias do que é, realmente, amar alguém de uma forma incondicional. Do Enzo, não vou esquecer o sotaque único e o olhar penetrante. Do Matt, fica a certeza de que ele conseguiu ser um mortal mais imortal que os próprios imortais. E da Bonnie... Da Bonnie, guardo a coragem, o sorriso, o verdadeiro significado de amizade... 
Se há coisa que a ficção nos pode ensinar é que até naquilo que não é real há um bocadinho de realidade. O Stefan e o Damon ensinaram-me que mesmo com milhares de conflitos, o amor que sentimos por um irmão pode levar-nos a dar a vida por ele, não há nada mais forte. O Damon e a Elena confirmaram que quando o amor é, realmente, forte sobrevive a qualquer coisa. O Stefan e a Caroline mostraram-me que não há amor sem compreensão e respeito pelas escolhas do outro. O Enzo e a Bonnie provaram que o amor verdadeiro vai além da própria vida. E todos juntos, comprovaram a célebre frase "a união faz a força". Porque não importava o que acontecesse, eles estavam sempre lá para dar a mão uns aos outros.
Amor, amizade e união. Os principais valores que levo desta série, Aqueles nos quais eu acredito piamente. E todos podemos ser convictos que esta série é fantasiosa por aludir ao sobrenatural. Mas os verdadeiros valores que reflete são mais do que reais. E não há nada melhor do que ver seres não humanos a refletir tão bem os valores que são a base da vida humana. 
Agora, e para não sentir tanta saudade e melancolia, vou também eu desligar a minha humanidade por uns instantes. Não há melhor forma de elogiar este elenco maravilhoso.


Até logo, Diamond!

Obrigada pela visita!
Volta Sempre :)