quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Realizações de 2017 #8: Colocação em Mestrado

quinta-feira, setembro 21, 2017 1 Comments
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Terça-feira regresso à cidade do meu coração. Há uns tempos escrevi um post sobre o facto de querer que Coimbra me recebesse de novo. Na segunda-feira, ao acordar, tive a melhor notícia de sempre: fui colocada em Mestrado. 
Quando concorri, concorri só para Coimbra. Passei o último ano da Licenciatura a ponderar e cheguei à conclusão de que não queria lugar nenhum a não ser a FLUC. Infelizmente, não o consegui à primeira. Mas insisti porque acho que somos do tamanho dos nossos sonhos. Assim, tentei mais uma vez e o resultado foi positivo. A prova de que nunca devemos desistir daquilo que realmente queremos. Vejo, assim, começar uma nova etapa na minha vida: o Mestrado em Jornalismo e Comunicação, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. A faculdade que me viu nascer e aquela que fez de mim o que sou hoje.
Estou tão feliz e ansiosa que nem imaginam. Agora, desejem-me sorte. Sinto que vou precisar.


Nunca desistam daquilo que querem!


terça-feira, 19 de setembro de 2017

Mulher para presidente? Não!

terça-feira, setembro 19, 2017 10 Comments


Colocaram-me a questão: “porque é que um homem teme uma mulher para presidente?”. Tentei refletir e encontrar uma resposta certa para essa pergunta, mas percebi que não a tinha. Lembrei-me, então, de um título que li algures “homem não teme mulher independente, mas teme mulher autónoma”.
A verdade é que, durante muitos séculos, a  mulher foi sustentada pelo marido. Era vista como incapaz e impotente. E, atualmente, as coisas já não funcionam assim. As mulheres ganham o seu próprio dinheiro e são independentes. Mas penso que não seja a independência o que mais assusta os homens, mas a autonomia. Sim, porque autonomia e independência são duas coisas distintas. Enquanto uma mulher independente pode não ser autónoma, uma mulher autónoma vai ser sempre independente. Isto porque vai à luta, procura, investiga, toma iniciativa e não tem medo de mostrar que não precisa de ninguém para se afirmar.
Ora, partindo deste princípio, talvez se encontre uma possível resposta para a difícil questão colocada no início deste artigo. Quando uma mulher decide que quer ser presidente é, claramente, autónoma. Aliás, é dos maiores atos de autonomia que podem existir. É o querer ir mais além, é o querer governar. E se uma mulher que tem autonomia quanto a si mesma já assusta um homem, imaginem com autonomia quanto a um país inteiro. Isso, aliado ao facto de a mulher já ter sido dependente e vista como um ser inferior, assusta. Nem todos os homens estão habituados ou aceitam que o estatuto da mulher tenha mudado ao longo dos anos. Alguns ainda a encaram como incapaz de assumir algumas funções, funções essas que, para eles, são funções apenas de homens. E quando uma mulher tenta assumir essas funções, nem todos estão de acordo.
Posto isto, penso que a questão “porque é que um homem teme uma mulher para presidente?” vai ser sempre difícil de responder. Acho que nem os próprios homens têm a resposta certa para essa pergunta. Mas também penso que é exatamente por aí que temos de começar a refletir. Não será que o facto de não termos resposta para essa questão já é, por si só, uma resposta?

Publicado em Repórter Sombra.


domingo, 17 de setembro de 2017

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Sara Madeira: «Sinto que já nasci com uma grande paixão pela arte em geral.»

quarta-feira, setembro 13, 2017 10 Comments
Em 2009, vimo-la ganhar asas no programa Uma Canção Para Ti. A “voz limpa” da Sara não passou despercebida ao público, que contribuiu para que a jovem chegasse às meias finais do concurso da TVI. Mas a sua paixão pela música –e pelas artes em geral- não a deixou desistir e, atualmente, Sara Madeira é vocalista da banda Secret Lie, primeira banda portuguesa a alcançar o top internacional da Balcony TV.
Para além da música, Sara está também ligada ao teatro. E, nesta entrevista, fala-nos de todos estes aspetos e, sobretudo, de todo o seu percurso no mundo artístico.




Estás ligada à música e ao teatro. Sentes que nasceste para ser artista?
Sinto que já nasci com uma grande paixão pela arte em geral. Não só pela música ou pelo teatro. Adoro dança, apesar de não ser de todo o meu dom, mas também pela pintura. Adoro pintar sempre que tenho tempo livre, por isso estaria sempre envolvida neste meio que é o que mais me apaixona.

O que é que ser vocalista de uma banda te tem ensinado?
Tem-me ajudado muito no meu desenvolvimento profissional e pessoal, obviamente. Sempre fui tímida em ambientes que desconheço, e um concerto é uma exposição, é estar num espaço novo a actuar para pessoas que nos admiram mas que não conhecemos. Foi preciso crescer e ter uma certa coragem e disponibilidade, que teria de adquirir mais tarde ou mais cedo, visto que tanto na música como no teatro é fundamental.

E como surgiu essa oportunidade de seres vocalista dos Secret Lie?
Fiz um casting no Teatro São Carlos, na altura dos Santos Populares. Lembro-me perfeitamente. Estava muito descontraída porque, na realidade, não esperava de todo ser escolhida, tinha 16 anos e estava a "competir", digamos, com vozes muito mais maduras e com uma experiência que eu não tinha. Pelos vistos era exactamente isso que eles procuravam, o que foi óptimo para mim.

Numa palavra, como definirias o vosso percurso?
Posso utilizar duas? Rico e complicado.

Hoje em dia, ainda há muita gente a abordar-te como sendo a “Sara do Uma Canção Para Ti”?
Hoje em dia já não. Na altura lembro-me que foi uma febre, e era estranho porque éramos crianças e andávamos sempre juntos. Mas ao mesmo tempo achávamos muita piada a esse reconhecimento e a esse "cheirinho" do que é ser conhecido.

Quando olhas para trás e regressas a esse tempo, que memórias se sobressaem?
O descobrir do mundo por detrás das câmaras, a loucura que era estar em bastidores, ser maquilhada e penteada ao lado de caras que conhecemos da televisão e que acompanhamos. Tive o prazer de cantar com Simone de Oliveira, Anabela e Fernando Tordo, grandes nomes que sempre admirei, acompanhada de uma orquestra de músicos extraordinários. E, claro, todos os amigos que fiz e que se mantêm até hoje e que com certeza serão meus amigos para sempre!




Em que é que o programa foi benéfico para te ajudar a chegar onde estás hoje?
Eu digo sempre que tudo começou com o programa. Foi o empurrão e a ajuda que precisava para fazer o que já faço hoje em dia. Foi a primeira vez que cantei em público, e acho que esse choque foi necessário. Conheci muitas pessoas com quem já trabalhei entretanto e aprendi muitas coisas que me são indispensáveis hoje em dia.

E o teatro: em que momento surge na tua vida?
Sempre fez parte dos meus objectivos, mas só apareceu mesmo quando entrei na universidade.

Estas duas áreas acabam por completar-se na tua vida profissional. No entanto, preferes que as pessoas te recordem como a Sara cantora ou a Sara atriz?
É uma boa questão! Se conseguir ser mesmo boa nas duas áreas prefiro que me recordem como actriz cantora!

Para além da voz, o que é que tu e a Vaiana têm em comum?
Temos as duas pêlo na venta (risos) e não ficamos felizes com um "não", somos teimosas e determinadas e queremos sempre ver mais além do que nos é imposto. Sonhamos muito e achamos que conseguimos mudar o mundo!




Terminada esta entrevista resta-me agradecer à Sara por ter aceitado o meu convite e, acima de tudo, por toda a disponibilidade e simpatia.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Opinião: «Porta com Porta»

terça-feira, setembro 12, 2017 3 Comments
Foto de Clube de Fãs Sofia Alves.


Se seguem atentamente o blog sabem que sou apaixonada por teatro. E, sendo assim, sempre que posso não dispenso ir assistir a uma peça. É revitalizante e faz-me um bem à alma que nem imaginam!
No sábado passado, não hesitei em ir assistir à peça Porta com Porta. Assim que vi que ia estar aqui e que ia poder ver, pela primeira vez, a minha atriz favorita em cena fui logo comprar o bilhete! Sou fã do trabalho da Sofia Alves há anos. É a minha atriz portuguesa favorita e é também a mulher mais bonita que Portugal já viu, na minha opinião, é claro. Quando a vi, finalmente, em cena e à minha frente nem queria acreditar. Foi quase um sonho tornado realidade. A atriz não desiludiu e o ser humano também não. No fim do espetáculo -e já no exterior do auditório- não faltou simpatia, sorrisos e muitos abraços a quem por ela passava. E é tão bom ver alguém tão grato e que, acima de tudo, é tão lindo por fora quanto o é por dentro!
Para além da Sofia, claro que também estava bastante ansiosa para ver o desempenho do João de Carvalho. Desde pequenina que o acompanho e é um ator fantástico. E mostrou isso ao longo de toda esta peça. Muito profissionalismo e, acima de tudo, uma paixão incrível naquilo que faz!
Agora que já falei um pouquinho sobre os atores, claro que vos vou falar também da peça em si. Portanto, Porta com Porta é uma comédia escrita por Lázaro Matheus, que estreou em Portugal "nas mãos" da atriz Sofia Alves e do ator João de Carvalho, e cuja direção é de Celso Cleto. Esta peça apresenta-nos Rute, uma mulher independente na casa dos 40 anos que resolve comprar um apartamento num local de prestígio. O que ela não esperava é que viesse a viver porta com porta com o seu ex-marido, Tony. De facto, Tony está longe de ser o vizinho ideal para Rute e a relação de ambos revela-se bastante atribulada. 
No final do espetáculo, saí daquela porta com um novo humor e uma nova alma. É incrível o poder que o teatro pode ter sobre nós. E recomendo vivamente esta peça. Já li diversas opiniões sobre a mesma, mas a minha não podia ser mais positiva. O trabalho do João e da Sofia é incrível, não podendo esquecer-me de todos aqueles que estão por trás da peça e que contribuem para que ela esteja tão bem conseguida. Por isso, e se também são amantes de teatro, não percam esta peça e tirem um bocadinho do vosso tempo para valorizar a cultura e os nossos atores portugueses que são, sem dúvida, um orgulho para o nosso país.


Até logo, Diamond!

Obrigada pela visita!
Volta Sempre :)